Anorgasmia masculina: entenda o que é e quais as suas causas

Muito se fala sobre o orgasmo feminino, e quando o assunto é anorgasmia, ou seja, dificuldade para se chegar ao orgasmo, é comum se pensar inicialmente nas mulheres também. Mas você sabia que existe a anorgasmia masculina?

Muitas pessoas, inclusive, acham que a palavra orgasmo refere-se apenas ao universo feminino, mas, na verdade, ela pode dizer respeito a ambos os sexos e significa o momento em que a excitação sexual chega ao máximo da sua intensidade.

A anorgasmia é uma condição que pode deixar o homem bastante constrangido e abalar a sua autoestima. Entenda mais sobre o assunto neste post e descubra que a situação é mais comum do que parece. Boa leitura!

O que é anorgasmia masculina?

Como já foi dito, a anorgasmia masculina é caracterizada pela dificuldade de o homem ter orgasmo durante o ato sexual, ainda que esteja recebendo os estímulos adequados. Essa situação pode acontecer de maneira isolada, algo que é normal, porém, quando se torna frequente e dura por mais de 6 meses, é o momento de procurar por ajuda especializada.

A anorgasmia não é algo grave, fisicamente falando, mas pode causar muitos problemas de fundo emocional. O homem pode começar a se isolar, não se relacionar com outras pessoas e, caso já tenha um relacionamento, este pode ser seriamente prejudicado se o indivíduo não procurar por tratamento.

E os danos, claro, podem não ser apenas para o homem que sofre de anorgasmia. A parceira pode também sentir a autoestima baixa d começar a se culpar por não conseguir fazer com que o companheiro sinta prazer na relação. O ideal é que o casal tenha uma conversa franca sobre o assunto.

Quais são as principais causas?

As causas para a anorgasmia masculina podem ser as mais diversas e é muito importante identificá-las, afinal de contas, sem descobrir a causa fica praticamente impossível realizar um tratamento eficaz. Veja abaixo algumas delas:

  • estresse no trabalho ou em qualquer outra área da vida;
  • sentimento de pressão para ter um bom desempenho na cama (algo bastante comum em uma sociedade ainda machista);
  • problemas dentro do relacionamento;
  • preocupações excessivas;
  • ansiedade;
  • medo de engravidar a parceira ou de contrair alguma DST;
  • excesso de masturbação;
  • falta de atenção por parte da parceira.

Grande parte das causas, como podemos perceber, está relacionada a aspectos emocionais e, por isso, pode ser mais difícil descobri-las. Mas há também causas fisiológicas como diabetes, uso de determinados medicamentos, uso de drogas ilícitas, doenças do sistema nervoso, lesões na medula ou algum tipo de bloqueio no canal pelo qual passa o sêmen.

Qual é a diferença entre ejaculação e orgasmo?

É muito comum associarmos a ejaculação do homem ao seu orgasmo, mas uma coisa não tem necessariamente a ver com a outra. A ejaculação é apenas a expulsão do esperma, já o orgasmo está relacionado com contrações que ocorrem por meio de sinais da glândula da próstata. Isso, por sua vez, gera o fluido seminal. A partir disso, o esperma é expulso, gerando a sensação de prazer.

Na maioria das vezes, o orgasmo e a ejaculação ocorrem ao mesmo tempo, mas podem também acontecer em momentos separados.

Quais são os tipos de anorgasmia?

Há mais de uma forma de anorgasmia, e elas podem ser classificadas, basicamente, em 4:

  1. Anorgasmia situacional: quando a falta de prazer ocorre comumente em uma situação específica ou com uma determinada pessoa;
  2. Anorgasmia total ou absoluta: não importa o estímulo que é dado, a pessoa não sente nenhum tipo de orgasmo;
  3. Anorgasmia primária: o indivíduo nunca experimentou nenhuma sensação de prazer, seja no ato sexual, seja durante a masturbação ou mesmo em sonhos;
  4. Anorgasmia secundária: quando a pessoa já experimentou o orgasmo em diversos momentos e, por algum motivo, deixou de senti-lo.

Além desses 4 tipos, também existem mais 2 que costumam acontecer especificamente em homens: o primeiro tipo é a anedonia sexual, que ocorre quando há resposta sexual normal, mas o orgasmo não acontece. O segundo tipo é a anorgasmia ejaculatória, que acontece quando há ejaculação e prazer, mas não o orgasmo na sua forma mais intensa.

O homem pode fingir orgasmo?

Para o homem, fingir orgasmo é uma situação muito mais difícil do que para a mulher, já que, normalmente, ele vem acompanhado da ejaculação. É como se a ejaculação fosse a “prova” de que o orgasmo aconteceu. Quando isso não ocorre, fica claro para a parceira que há algum problema.

Nessa situação, o melhor é abrir o jogo e ter uma conversa franca com a parceira. Explicar o que está acontecendo e receber o apoio necessário é fundamental nesse momento. Essa conversa pode ajudar muito, inclusive a melhorar o relacionamento.

Quando iniciar o tratamento?

Como foi dito no início deste post, se a situação começar a ficar frequente e durar por mais de 6 meses é o momento de buscar por ajuda especializada, ou seja, procurar por uma clínica que ofereça tratamentos específicos.

A consulta médica deve iniciar pela anamnese, que é uma avaliação completa na qual o profissional pergunta informações sobre o seu estilo de vida, se há outros casos na família, doenças associadas, entre outros fatores que podem contribuir para o diagnóstico. Caso o especialista ache necessário, o paciente é orientado a realizar alguns exames auxiliares no diagnóstico da patologia.

Após o diagnóstico, é necessário encontrar a causa do problema para, assim, iniciar o tratamento. Caso a avaliação física e os exames realizados estejam dentro da normalidade, é possível que a causa seja psicológica. Nessa situação, o paciente poderá ser encaminhando para um tratamento com um terapeuta que atua em questões sexuais.

Também pode-se indicar medicações e tratamentos com outros especialistas. Outra opção também e que gera menos efeito colateral que um remédio é o gel transdérmico, que pode ser indicado para os casos de reposição hormonal.

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