Automedicação: conheça os riscos que envolvem essa prática

Quem nunca sentiu uma dorzinha de cabeça e logo recorreu àquele comprimido guardado na gaveta? Calma! Não há nada de mais em ter analgésicos em casa e é até bom se prevenir com um kit de farmácia básico.

O problema é que, muitas vezes, a automedicação vai além desse ato inofensivo, e até mesmo problemas sérios de saúde são tratados por conta própria.

Principalmente nos dias de hoje, separar um tempinho para cuidar do corpo não é prioridade de muita gente. Ficamos adiando a ida ao médico e, quando o incômodo se torna muito grande, recorremos ao remédio indicado pelo amigo ou pela vizinha.

Esse costume é bastante perigoso porque, além de não ser efetivo, pode trazer impactos negativos para a saúde de quem ingere medicamentos sem instruções de um profissional especializado. Confira neste post quais são os principais riscos que envolvem essa prática!

Intoxicação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera como uso irracional de medicamentos o uso abusivo, inadequado ou com prescrição em desacordo com as diretrizes médicas.

Um dos maiores perigos dessa prática é a intoxicação, seja pela ingestão de substâncias que podem causar alergias ou outras reações negativas no corpo, seja pela dose excessiva.

De acordo com o Sistema Nacional de Informações Toxicofarmacológicas (Sinitox), somente em 2015, quando foi realizado o último balanço sobre a incidência de envenenamento humano, foram registrados mais de 24 mil casos no Brasil de intoxicação pelo uso de medicamentos.

Entre eles, quase dois mil eram devidos à automedicação ou à prescrição inadequada. Esse número transforma essa prática em campeã das circunstâncias que levam à intoxicação — representando nada mais nada menos do que 34% dos casos.

Ofuscamento de Sintomas da Doença

Outro grande perigo da automedicação é o ofuscamento de sintomas da doença. Por exemplo: se você está sentindo uma dor abdominal constante, mas — em vez de procurar atendimento especializado — adquire o hábito de tomar analgésicos todos os dias, pode estar controlando os sintomas de algo mais sério e que precisa de um tratamento específico.

Nesse caso, as dores abdominais podem representar uma inflamação no pâncreas, uma úlcera estomacal ou um cálculo renal. Somente por meio de exames é que se torna possível um diagnóstico conclusivo e, a partir disso, a prescrição de medicamentos adequados.

Ao ingerir remédios por conta própria, a descoberta de uma doença mais grave pode acabar sendo adiada devido à amenização de sintomas.

Resistência a Medicamentos

O uso indiscriminado também tem levado a um sério problema de saúde pública: o desenvolvimento de resistência a medicamentos.

Esse é o caso dos antibióticos, que são utilizados para tratar infecções bacterianas. O tratamento com esse tipo de medicação deve obedecer com bastante rigor às especificações médicas — incluindo os horários, a dosagem e a quantidade de dias.

Quem toma antibióticos repetidamente e por conta própria, além de abandonar o tratamento quando os sintomas desaparecem, muitas vezes, ignora as recomendações do profissional especializado naquele tipo de doença.

Muitas pessoas não sabem que as bactérias sofrem mutações e, se o paciente não toma o remédio pela quantidade adequada de dias — abandonando o tratamento antes do tempo —, os microrganismos que ainda estiverem presentes em seu corpo podem adquirir resistência àquelas substâncias.

Dependência Química

A indústria farmacêutica também sai no lucro quando o assunto é o vício em alguns tipos de medicamento. Tomar as mesmas substâncias com frequência pode levar a um quadro de dependência química equivalente ao desenvolvido a partir do uso de drogas ilícitas.

Algumas pessoas adquirem o hábito de dormir com o auxílio de pílulas, por exemplo, e perdem a capacidade de adormecer naturalmente. Essa dependência pode desenvolver-se com apenas duas semanas de uso do medicamento.

O problema, muitas vezes, surge em decorrência da automedicação — visto que um especialista geralmente sabe qual é a dose e o tempo de tratamento que respeitam a tolerância do corpo humano.

Quanto mais dependente de determinada substância o corpo se torna, menos evidentes são os efeitos do remédio, e isso leva à ingestão de doses cada vez maiores e mais frequentes. Como você já deve imaginar, essa prática aumenta exponencialmente os riscos de intoxicação.

Agravamento do Problema

Segundo especialistas, a automedicação pode ocasionar também o agravamento de problemas de saúde. É o caso da dengue, que causa dores intensas no corpo e febre alta.

Para resolver essa questão, as pessoas recorrem aos analgésicos e antitérmicos indiscriminadamente — o que pode ser fatal. Alguns medicamentos contêm substâncias como o ácido acetilsalicílico, que aumenta o risco de sangramento.

Todas as substâncias químicas podem ser nocivas à saúde se ingeridas sem instruções médicas. A maior prova disso está nas informações da bula, onde o campo de “reações adversas” geralmente traz uma lista enorme de riscos que aquele remédio pode levar ao paciente.

É claro que, a despeito dessas reações, os remédios são benéficos, mas para que não ocorra o efeito contrário é preciso que haja consciência e bom senso — o que normalmente não anda junto com a prática da automedicação.

Combinações Inadequadas

Além de as substâncias por conta própria já serem perigosas, a combinação inadequada de remédios também pode ser fatal. Quando a pessoa recorre à automedicação, ela não tem o conhecimento necessário para saber qual elemento não pode ser misturado a outro.

É o caso dos antibióticos com anticoncepcionais, anti-hipertensivos com colírios vasoconstritores, cortisonas com insulina, anticoagulantes com ácido acetilsalicílico, entre outros.

Essa lista parece que foi escrita em grego, não é? Aposto que você não sabia da maioria dessas combinações perigosas, se não todas. Exatamente por isso os remédios devem ser tomados somente com prescrição de um profissional especializado — ele saberá qual é o tratamento correto e os seus riscos.

Sabia que alguns problemas sexuais masculinos, como a disfunção erétil, são campeões de tratamentos feitos por conta própria? A maioria dos estimulantes sexuais é adquirida sem prescrição de um profissional qualificado.

Como você aprendeu neste post, essa prática pode trazer impactos negativos para a saúde, como a dependência química das substâncias presentes no medicamento, além da intoxicação, que pode até mesmo ser fatal.

Agora, que você já sabe das consequências da automedicação, evite esse hábito e não hesite em procurar ajuda especializada para o seu problema na Androtech. Entre em contato conosco e teremos prazer em solucionar as suas dúvidas.

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