Conheça as principais disfunções sexuais masculinas

Você tem um desejo sexual pouco expressivo ou, até mesmo, ausente? A penetração normalmente vem acompanhada de dor? Durante a relação, você ejacula muito rápido ou, ao contrário, demora demais para conseguir alcançar o orgasmo?

Todas essas situações podem ser indicativas de uma disfunção sexual — qualquer dificuldade que comprometa a dinâmica das relações íntimas e, por consequência, a qualidade da vida sexual.

Neste post, vamos falar dos principais problemas masculinos na hora do sexo, como eles surgem, quais as suas características e como é possível reverter ou amenizar os sintomas. Continue a leitura do artigo e confira!

DISFUNÇÃO ERÉTIL

A disfunção erétil se caracteriza pela dificuldade em alcançar ou manter uma ereção. Ela também é conhecida como impotência sexual e afeta cerca de 15 milhões de brasileiros, de acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Esse problema é mais comum entre a parcela mais madura da população masculina, porque a dilatação dos vasos sanguíneos fica comprometida com o avanço da idade. Dessa forma, é mais difícil que o volume de sangue necessário para causar a rigidez do pênis passe por esses canais.

Outros fatores também podem levar ao quadro de impotência sexual e, dentre eles, destacam-se a ansiedade, o medo de falhar, o estresse, o uso abusivo de álcool e o estilo de vida sedentário. Até a diabetes pode ser a causa dessa disfunção, assim como outros problemas de saúde, como distúrbios da tireoide e danos no sistema nervoso.

Cada caso deve ser avaliado individualmente por um profissional qualificado para que se possa chegar às causas — emocionais ou físicas — que originaram o problema. A partir dessa definição, são sugeridas medidas para amenizar os sintomas, que vão desde exercícios físicos específicos até o tratamento com medicamentos, como é o caso da injeção peniana.

EJACULAÇÃO PRECOCE

Outra disfunção sexual bem comum é a ejaculação precoce (EP), caracterizada pela incapacidade do homem de segurar o orgasmo por muito tempo. É normal que o homem ejacule antes de conseguir satisfazer a parceira em algumas relações. No entanto, considera-se o diagnóstico dessa disfunção sexual quando:

  • a ejaculação acontece com menos de 1 minuto de penetração;
  • em alguns casos, o orgasmo é atingido antes mesmo de iniciar o ato sexual;
  • o homem relata incapacidade de segurar a ejaculação.

As causas desse problema também estão intimamente relacionadas a fatores emocionais, embora também seja possível desenvolver um quadro de EP após algum trauma ou problema de saúde.

Quando a ejaculação precoce traz impactos muito negativos para a qualidade de vida do homem, podem ser indicadas técnicas para retardar o orgasmo — como mudanças nos hábitos alimentares ou terapias sexuais.

EJACULAÇÃO RETARDADA

A ejaculação retardada é exatamente o oposto da ejaculação precoce: aqui, o homem demora muito para chegar ao orgasmo, isso quando consegue alcançá-lo. O que, para muitos, parece ser uma coisa boa, para outros, é motivo de insatisfação.

Para diagnosticar esse problema, é preciso levar em conta que o tempo médio da penetração em relações saudáveis é de 5,4 minutos. No entanto, é importante lembrar que o sexo prazeroso depende de inúmeros fatores, dentre eles, a sintonia com a parceira e uma condição psicológica favorável. Dessa forma, é normal que, em algumas relações, o orgasmo venha com mais facilidade, e, em outras, não.

Para ser considerada uma disfunção sexual, a ejaculação retardada deve ocorrer com uma frequência significativa e causar um incômodo real. Antes de procurar um tratamento específico — que normalmente inclui terapia —, o homem pode tentar inovar nas relações e ter um diálogo aberto com sua parceira a respeito dos seus desejos e inseguranças.

EJACULAÇÃO RETRÓGRADA

Uma disfunção sexual pouco conhecida é a ejaculação retrógrada, cujo principal sintoma é a redução ou, até mesmo, a ausência do jato de esperma. Isso acontece porque o sêmen, ao invés de ser lançado para fora por meio da uretra, volta na direção da bexiga. Essa situação normalmente vem acompanhada de dor ou desconforto, e sua principal consequência é a infertilidade.

Dentre as principais causas que levam ao desenvolvimento de um quadro de ejaculação retrógrada, estão:

  • traumas no colo vesical da bexiga;
  • esclerose múltipla;
  • diabetes;
  • procedimentos cirúrgicos malsucedidos na próstata;
  • traumatismos na coluna;
  • uso de medicamentos no tratamento de doenças cardíacas.

O tratamento mais indicado para essa disfunção sexual é o uso de remédios que fecham o canal da bexiga durante a ejaculação, impedindo que o esperma tome essa direção, além de cirurgias em casos mais graves.

ANAFRODISIA

A ausência de desejo sexual é chamada clinicamente de anafrodisia, mas é mais conhecida como frigidez. Em sua maioria, as causas da falta de libido estão relacionadas a fatores psicológicos — como traumas, estresse ou ansiedade.

É sempre válido tentar melhorar o desempenho sexual e buscar superar essa condição, no entanto, algumas pessoas simplesmente não têm desejo sexual e convivem com essa realidade sem grandes problemas.

DESEJO HIPOATIVO

O Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo (TDSH) é uma disfunção parecida com a anafrodisia, mas enquanto esta se caracteriza pela ausência de libido, aquela se refere à deficiência de desejo mesmo quando há o estímulo sexual.

De acordo com um estudo feito pela instituição National Health and Social Life Survey, cerca de 17% dos homens com idade entre 50 e 59 anos apresentam uma perda de interesse sexual diagnosticada como TDSH.

A maior parte desses casos reflete problemas emocionais ou situacionais, geralmente devido à monotonia da vida sexual na idade madura. A boa notícia é que alguns alimentos podem favorecer bastante o aumento da libido, assim como o diálogo franco entre o casal e, eventualmente, terapias específicas.

DISPAREUNIA

A dispareunia se refere à dor durante o ato sexual. Apesar de ser mais comum entre as mulheres, essa disfunção sexual também afeta os homens e pode se originar em função de:

  • anomalias anatômicas, como a fimose e a curvatura do pênis para baixo, conhecida como doença de Peyrone;
  • inflamações na próstata, na uretra ou nos testículos;
  • infecções urinárias;
  • problemas emocionais, principalmente ligados a traumas anteriores.

Os tratamentos para essa disfunção são indissociáveis da causa. Para anomalias anatômicas, pode ser indicada uma cirurgia de reparação; para inflamações e infecções, o uso de medicamentos; e, para problemas emocionais, muitas vezes, é necessário recorrer a um acompanhamento psicológico.

Uma disfunção sexual pode impactar muito na qualidade de vida. Por isso, é tão importante estar atento aos sinais que o corpo transmite e tentar solucionar esses problemas tão logo eles comecem a aparecer.

A atenção extra à saúde é fundamental para evitar o aparecimento ou o agravamento de problemas sexuais — sejam eles de origem física, sejam eles de origem psicológica. Por isso, vale a pena estar em dia com os exames, aumentar os cuidados com a higiene íntima e adotar hábitos mais saudáveis, como a prática de atividades físicas e a alimentação balanceada.

Você tem ou já teve alguma disfunção sexual? O que o ajudou a superar? Conte um pouco mais da sua experiência nos comentários!

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