Diabetes causa impotência? Descubra como ela afeta a vida sexual!

O rol de consequências e complicações parece não ter fim: problemas vasculares, danos neurológicos, patologias oculares, disfunções cardiológicas… As repercussões do diabetes — especialmente quando não controlado devidamente — são preocupantes para a saúde em geral.

No entanto, pouca gente sabe que a doença também pode ser desastrosa para a vida sexual dos homens. Índices muito elevados de açúcar no sangue podem provocar, além de outros transtornos graves, quadros de disfunção erétil — caracterizados pela dificuldade de obter uma ereção e/ou mantê-la durante o ato sexual.

Como o assunto costuma causar constrangimento, muitos pacientes ainda têm resistência em debatê-lo nos consultórios médicos. Sem tratamento, o problema tende a se agravar com o tempo e a causar danos psicológicos. Porém, com o devido acompanhamento, é possível contornar o distúrbio e a sua progressão.

Entenda, neste post, por que o diabetes causa impotência e saiba como conviver com a doença e evitar danos ao seu desempenho sexual.

Como o diabetes interfere na ereção?

As consequências do diabetes na vida sexual masculina são, segundo os médicos, multifatoriais. As mudanças e os danos no organismo são provocados pela descompensação da doença interferem no funcionamento de vários órgãos e tecidos — afetando, assim, funções fisiológicas.

As principais alterações ocasionadas pela doença são:

  • danos circulatórios: que reduzem a quantidade de sangue bombeada para o pênis no momento da excitação sexual e prejudicam a ereção;
  • diminuição na sensibilidade dos nervos da região genital: afetando, assim, o prazer no ato sexual;
  • entupimento da artéria peniana: uma consequência da formação de placas de gordura — o que dificulta que o pênis se encha de sangue e fique ereto;
  • ansiedade e depressão: por conta das mudanças no estilo de vida, do medo da doença e das suas complicações;
  • flutuações hormonais: causadas pela alteração nas funções de excreção e regulação do corpo.

Quais as chances de um diabético sofrer de disfunção erétil?

Por conta das alterações descritas acima, as possibilidades de um homem com diabetes ter problemas de ereção chegam a ser três vezes maiores em comparação com pessoas saudáveis.

Outro dado importante revelado por pesquisas recentes é o fato de que a doença antecipa em 5 a 10 anos a idade em que a impotência ocorreria normalmente como consequência do envelhecimento.

Por conta disso, as estatísticas apontam que entre 30% e 50% dos homens com diabetes, inclusive os mais jovens, apresentam algum grau de disfunção erétil.

Quais os tratamentos disponíveis atualmente?

Existem várias terapias capazes de ajudar pacientes diabéticos cuja função sexual foi afetada: desde psicoterapia e o uso de medicamentos orais até terapias de estimulação elétrica peniana.

Como o tratamento precisa observar o perfil, as necessidades e a condição de saúde de cada um, é importante procurar a ajuda de um especialista para uma avaliação minuciosa individualizada.

Como um diabético pode prevenir a disfunção erétil?

As duas frentes para evitar que o diabetes interfira na função sexual são o controle rigoroso da glicemia e a adoção de hábitos saudáveis que ajudem na saúde cardiovascular. Entre as recomendações, estão:

Adequação da dieta

Antes de qualquer outra medida, é preciso limitar ou até cortar radicalmente a ingestão de açúcares e reduzir carboidratos. Para compensar os danos nos vasos sanguíneos normalmente provocados pelo diabetes, a recomendação é consumir uma dieta rica em antioxidantes, com menos sal e livre de gorduras saturadas.

É essencial incluir frutas na alimentação, especialmente as vermelhas, que contêm resveratro— um potente antioxidante e protetor do sistema cardiovascular —, verduras, oleaginosas (como castanhas e nozes), além de grãos integrais.

Também é importante trocar os carboidratos simples, como as farinhas brancas, pelos de baixo índice glicêmico e não processados — como batata-doce, mandioquinha e inhame.

Suplementação

Um nutricionista ou nutrólogo pode indicar o consumo de compostos com ácido lipóico, que ajuda a reduzir a sensibilidade à insulina (hormônio que regula os índices de açúcar no organismo) e ômega 3, cuja ação combina efeitos anti-inflamatórios com a melhora da circulação sanguínea.

A critério médico, também podem ser prescritos sais minerais, vitaminas e probióticos, que ajudam na regulação da flora intestinal e melhoram a absorção de nutrientes.

Atividade física

É um dos pilares básicos para a manutenção da saúde de pessoas diabéticas. Os resultados são obtidos com a prática de, pelo menos, 30 minutos diários de atividades físicas, que devem ser prescritas por um profissional da área.

Entre as práticas mais indicadas, destacam-se natação, pilates, hidroginástica, caminhadas, dança e até corridas — desde que liberadas pelo médico.

Rigor no acompanhamento da glicemia

As grandes variações nos índices de glicemia são sempre prejudiciais ao corpo e, pouco a pouco, vão provocando danos que se acumulam nos sistemas circulatório e nervoso. Por isso, é essencial medir a glicose frequentemente e tomar todos os remédios indicados pelo seu médico na hora correta.

Um acompanhamento cuidadoso, com exames regulares e ajuste de doses dos medicamentos garante a redução de intercorrências e complicações, além de evitar a progressão do diabetes.

Assistência de um especialista

Além de consultas rotineiras com endocrinologista, cardiologista e clínico geral, o paciente diabético também precisa ser avaliado por um especialista.

Esse profissional avaliará os riscos e os potenciais danos à vida sexual do paciente — visto que é capacitado para indicar as melhores terapias para prevenção e tratamento da disfunção erétil associada ao diabetes.

Como a impotência ainda é considerada um tabu entre os homens, muitas vezes a busca por um especialista é retardada — o que pode piorar o quadro e exigir tratamentos mais agressivos. Por isso, iniciar os cuidados específicos com relação à saúde sexual o quanto antes pode significar uma grande diferença no prognóstico do problema.

Embora se trate de um assunto ainda pouco divulgado, os problemas de ereção em homens diabéticos são bastante frequentes e capazes de comprometer a saúde psíquica e os relacionamentos dos pacientes.

A conscientização de que o diabetes causa impotência sexual e das medidas capazes de retardar essa complicação são só os primeiros passos para que os pacientes evitem o comprometimento de sua saúde sexual.

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