Disfunção erétil: entenda os sintomas e como superar esse problema

Apesar de comum, a disfunção erétil é um problema que ainda causa muito constrangimento entre os homens. Segundo a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, 50% dos homens com mais de 40 anos podem apresentar o problema.

A boa notícia é que existe tratamento, e saber mais sobre o assunto é a melhor forma de iniciar o processo. Pensando nisso, criamos este post. Vamos lá?

Como a ereção ocorre?

Para que a ereção ocorra, é necessário que toda a engrenagem funcione perfeitamente.

No pênis, encontramos 3 tubos longos: os 2 corpos cavernosos e o corpo esponjoso, no qual fica a uretra. Os responsáveis por deixar o pênis mais rígido e aumentar o volume da região são os corpos cavernosos.

Quem envia os sinais necessários para que chegue mais sangue a esses locais é o cérebro. Assim, fica fácil entender que quando a nossa saúde emocional não vai bem, a dificuldade de ereção pode aparecer.

Quando os corpos incham com o sangue, eles exercem uma pressão no corpo esponjoso e fazem com que o sangue continue na região — e é isso o que mantém a ereção.

O que é disfunção erétil?

Também conhecida como impotência sexual, a disfunção erétil se caracteriza quando o homem apresenta dificuldade constante em manter ou mesmo em ter uma ereção. Esse pode ser o sinal de algo de errado está acontecendo, emocional ou fisicamente.

Não conseguir ter uma ereção ou mantê-la, de vez em quando, é algo normal. O problema é quando isso se torna frequente (uma vez a cada quatro relações sexuais). Nesse caso, é o momento de buscar por ajuda especializada.

A disfunção erétil pode afetar a autoestima do homem e causar diversos problemas em um relacionamento.

Quais são as principais causas desse problema?

A causa é a primeira coisa que precisamos descobrir para solucionar um problema. No entanto, para realizar o diagnóstico de disfunção erétil, é preciso estar muito atento. Isso porque as causas podem ser várias, e apenas algumas estão, de fato, relacionadas ao órgão sexual.

Vamos listar as que mais atingem os homens:

Ansiedade

Talvez esse seja um dos principais problemas que atingem os homens que têm problemas com a ereção. Porém, é preciso saber quando essa ansiedade é patológica, afinal de contas, até certo grau, ela é normal e necessária à vida.

A ansiedade durante a relação sexual pode causar problemas por conta da liberação de adrenalina. Essa substância deixa os vasos mais estreitos e, assim, o sangue tem dificuldade de passar por eles e chegar aos corpos cavernosos. Por consequência, a dificuldade de ereção aparece.

Depressão

Outro problema de cunho psicológico e que pode afetar a relação sexual causando impotência. Na depressão, a quantidade de serotonina está abaixo do normal. Então, o indivíduo perde o interesse por situações prazerosas como o sexo. A libido cai e a ereção não ocorre ou, ao menos, não se mantém.

Problemas neurológicos

Entrando no âmbito das causas físicas, os problemas no sistema nervoso podem prejudicar consideravelmente a ereção. É necessário investigar, pois os motivos que podem estar provocando a disfunção podem ser graves:

  • esclerose múltipla;
  • esclerose lateral amiotrófica;
  • lesões na medula;
  • entre outras doenças do tipo.

Essas situações danificam o caminho da fibra nervosa, por onde os sinais são enviados ao cérebro. Dessa forma, a informação do estímulo sexual e uma maior quantidade de sangue não chegam à região.

Priapismo

Aqui a causa do problema é justamente contrária à consequência. O priapismo é uma condição na qual o pênis fica ereto por uma quantidade de tempo muito grande (em média, 4 horas). Isso ocorre por conta do aprisionamento do sangue na região.

O problema é que, quando esse tipo de situação acontece com frequência, o tecido peniano se lesiona — o que, por sua vez, causa da disfunção erétil.

Diversos outros fatores podem estar envolvidos: os hábitos de vida (se é tabagista, sedentário, alcoólico etc.) e também outras comorbidades presentes, como a diabetes.

Quais são os fatores de risco?

Existem algumas situações nas quais a disfunção erétil tem mais chances de se desenvolver, e isso depende de características do indivíduo. Por exemplo: a idade costuma ser um fator preponderante, mas há diversos jovens que sofrem a impotência — sendo que, nesse caso, as causas geralmente são emocionais.

Além da idade, existem outros:

  • obesidade;
  • diabetes;
  • hipertensão arterial;
  • transtornos mentais (estresse, por exemplo);
  • dislipidemia (situação na qual tanto o colesterol quanto o triglicérides estão alterados).

Quais são os sinais e os sintomas?

O simples fato de não conseguir uma ereção não significa que você tem a doença. Há outros sinais e sintomas que podem estar associados ou que também podem representar que está com impotência:

  • rigidez peniana insuficiente;
  • ereção incompleta;
  • não apresenta ereções espontâneas;
  • dificuldade de manter a ereção com mais de um parceiro(a);
  • demora para conseguir a ereção.

Há, também, outros sinais que podem estar relacionados a esse fato que são consequências de problemas fisiológicos, como atrofia dos testículos, a curvatura do pênis acentuada e a redução da quantidade de pelos no corpo.

Disfunção erétil tem cura?

Sim. A disfunção erétil tem cura, e o primeiro passo para isso é descobrir a causa do problema. Assim, você deve ir até um especialista que fará todo o exame clínico e físico.

A maioria dos diagnósticos é realizada por meio da anamnese (coleta de dados do paciente), mas pode ser necessária a realização de alguns exames, como o ecodoppler peniano.

O especialista costuma prescrever algumas medicações orais que são os inibidores de fosfodiesterase tipo 5. Além das opções de medicamentos tradicionais, o mercado também conta hoje outros tratamentos como o spray sublingual e o gel transdérmico.

Converse com o seu médico sobre esses medicamentos e nunca faça nenhum tipo de automedicação.

Além do tratamento com essas substâncias, podem ser necessárias algumas mudanças nos hábitos de vida, como começar a praticar exercícios, reduzir o consumo de álcool e passar a se alimentar de forma mais saudável.

Se a causa é emocional, o paciente terá que iniciar o acompanhamento terapêutico.

Quer saber mais sobre o tratamento da disfunção erétil? Entre em contato conosco e tire todas as suas dúvidas!

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